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domingo, 24 de agosto de 2014

Ausência de Politica Portuguesa



Boa tarde a todos,

   Engraçado, encontro-me neste momento na bela cidade de Saint Tropez, em França, e como português preocupado que sou, só me passa pela cabeça saber como está o meu belo País. Não me interpretem mal, eu tenho a certeza que continua a ser chefiada por brilhantes cabeças como Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Paulo Portas (LOL*), Maria Luís Albuquerque e outros gajos que trabalham nos bastidores. Mas fico preocupado, é o meu país, ora bolas. Viu-me nascer e, bem, contribuiu com cenas que supostamente ele faz por todas as famílias (?). «A que se deve a minha preocupação?» perguntam vocês. A minha preocupação deve-se ao fato do Benfica ter ganho o jogo inaugural da 1ª Liga Portuguesa, algo que lhe escava a nove anos. E isso fez-me pensar, «se o Benfica consegue fazer este feito no preciso ano em que eu decido viajar para fora do país, pela primeira vez, pergunto me o que decidirá fazer Passos Coelho para quebrar, igualmente, a tradição desta última década?». Até vou mais longe na minha preocupação, e se chego a casa e o Portas é primeiro-ministro? Vá, acho que estou a começar a entrar em pânico sem motivo, estou a esquecer-me que só políticos inteligentes, inovadores e apaixonados pelo povo é que podem ser eleitos, uffa! Se bem que o Sócrates chegou a ser reeleito primeiro-ministro, portanto talvez até me deva preocupar um pedaço.

   Sabem, quando sai de Portugal, estava a realizar-se uma manifestação de enfermeiros, onde estes reivindicavam melhores condições de trabalho e mais pessoal para fazerem frente ao constante sangramento de enfermeiros, por parte dos hospitais. Partindo do mesmo exemplo do Benfica, talvez quando chegar a casa haja uma manifestação de enfermeiros e exigir que ponham enfermeiros na rua, ou sei lá, exigirem a diminuição do número de vagas em enfermagem, tendo em conta de Portugal não é «Brasiu, cara». Será que houve uma segunda fase para os professores que chumbaram nos exames? - o autocorret do word disse me que a frase era estranha, eu respondi-lhe «pois». Pessoalmente, espero que haja, há professores que merecem uma segunda tentativa, depois de fazerem os exames da faculdade e terem o diploma de curso, claro. Quando chegar terei de ver se o Banco Bom e o Banco Mau já fizeram as pazes, é pena terem-se chateado por causa de dinheiro, formavam um par engraçado e animado, fazer desaparecer dinheiro não é para todos.

   É de salientar que estou a uma semana fora, e só este bocado de ideias passou me pela cabeça, agora imaginem imigrantes que têm entes queridos em Portugal. Isto só revela a falta confiança que a nossa política transmite. 


*desculpem não resisti ao uso do tão conhecido «Lots Of Laughts»




sábado, 9 de agosto de 2014

«Só de Fino» - BES na hora de dormir



BES,


Boa tarde a todos,

   O «Só de Fino» será uma rubrica de minha autoria e será uma espécie de Lusco-Fusco, 5 a 7 linhas de critica cómica e pesada.

   Vamos começar com a rubrica?

   Que cena estúpida é esta do Bom Banco e do Banco Mau? Esta gente deve gostar de beber Jack Daniel's com sopas de cavalo cansado no inicio da manhã. Provavelmente é a maneira mais «fofinha» que encontraram para dizer que o BES estava curado da podridão sofria, ou então alguém teve a ver o episódio do Dragon Ball, onde o Todo-Poderoso liberta o seu lado mau (Satã), e pensou "hum, se as crianças acreditam nisto povo estúpido também irá". O episódio até é engraçado, mas se todos pudéssemos fazer isto não haveria tanta chatices com as religiões. Isto do Bom e do Mau parece uma história para adormecer crianças, mas neste caso as crianças são os clientes do BES, " Vá vá vá, ta tudo bem, o lobo mau já foi".



sexta-feira, 18 de julho de 2014

B(PN)ES





Boa tarde a todos,

   Caso ainda não tenham reparado, mas o assunto dos últimos dias tem sido a crise no BES. Até acredito que não tenham reparado, este assunto até nem ocupa grande parte do tempo televisivo dos telejornais nacionais. É engraçado ver as terminologias que muitos jornalistas, economistas ou apenas tipos que percebem do assunto [todos percebemos um pouco] usam para descrever esta aparente crise do Banco Espírito Santo, que pelos vistos não é nada de especial e que não causará as mesmas «chatices» que o BPN causou. UFFA!! Bem, então porque razão estou a falar do “caso” BES? Muito simples, é de conhecimento geral que aprender com os erros do passado torna-nos mais fortes, mas por alguma razão «casos» envolvendo bancos portugueses tendem acontecer. Não deixa de ser peculiar que desde que entrámos no ano 2000, este é o terceiro caso envolvendo um banco português. Será que todos os portugueses na transição de 31 Dezembro para 1 de Janeiro, no momento de comer as 12 passas, pediram “ quero um carro novo, uma namorada, muito dinheiro, muito sucesso, passar naquele exame de matemática do professor Gil, muita crise e que todos os bancos portugueses entrem em falência!”. Hmm, talvez menos champanhe para estas pessoas seria aconselhável.

   Nestes últimos 3-4 anos estivemos [ou estamos?!] mergulhados numa profunda crise económica, que nos obrigou pedir um «pequeno» empréstimo parcelar aos nossos vizinhos, para pagar um truque de magia do banco BPN. Truque de magia?, um buraco qualquer de meia dúzia de milhões, coisa pequena, devem ter aprendido a fazer desaparecer dinheiro, o problema é que não viram como se faz reaparecer. Acontece! Como meninos crescidos como são o estado português e, vá, os representantes do BES, deveriam estar sempre atentos a estes acontecimentos e pensar “ bem, não vamos deixar que os outros bancos tenham problemas destes”. Pois, cheira-me que usar cábulas não é muito bom, nem muito menos aquele telemóvelzinho ali escondido no bolso. Se estes senhores tivessem perdido mais tempo a estudar e menos tempo a fazer cábulas ou assinar papéis para equivalências, talvez não houvesse tantos «casos».

   Não vou abordar temáticas muito técnicas, pois não tenho qualquer tipo de formação a nível de gestão, economia ou afins, quero apenas dar-vos uma perspectiva de um leigo que vê todos os dias estas histórias no telejornal e que luta para perceber a razão pela qual estes casos estão sempre acontecer e que ninguém percebeu que há alguma coisa que não está a ser bem feita. Não sei, digo eu.

   Já agora aproveito e menciono a estupidez que é a instabilidade que organizações como a Moody's causam a empresas e a Países. Sempre que há um problema ou a possível previsão de que algo possa vir a correr mal, estas organizações tentam ajudar. Como?, baixam os rankings dessas empresas ou dos países. Genial, hein? Se formos a ver a Moody´s nunca se enganou, certo? Acho que houve um problema qualquer com bancos irlandeses que tinham ranking A e que faliram, mas de certeza que não foi por culpa da Moody´s. Vá, vá todos se enganam, aposto que eles têm razão e o nosso país é mesmo «Lixo». Eu até considero que deveria haver empresas de ranking de pessoas, seria muito interessante! Imaginem que Moody´s dava o ranking de «Lixo» ao Paulo Portas [incorretamente claro], no momento das eleições a pessoas que vão votar no CDS-PP, pensam “ espera, este Portas não presta, ainda compra mais submarinos, vou mas é votar no …”. Seria engraçado, certo? Até poderia trazer algo de positivo para o país. Talvez, mas seria ofensivo para um senhor que estudou e trabalhou muito [?] durante anos.

   Em jeito de suma, se uma empresa está com problemas não vamos «atirar mais achas para a fogueira», pois existe lá pessoas inocentes e que precisam de trabalhar. Pensem menos em dinheiro e mais nas pessoas. Já agora se há bancos a falirem num país, num período inferior 10-20 anos, talvez haja algo de errado com área em questão, talvez.