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domingo, 19 de outubro de 2014

Cagando e Pagando


casas


Boa noites a todos,

   Quem é que gosta de pagar 0,50€ (valor varia com o local) para ir fazer as necessidades? “Oh Barbas, andas a beber? Desde quando é pagas para ires a sanita?” Por acaso até gosto de um bom copinho de vinho, mas isso não tem nada a ver com o assunto. Começa agora a ser “moda” alguns sítios, transportes públicos por exemplo, cobrar aos utentes o uso das casas de banho. Vendo bem, o uso excessivo da retrete em locais públicos está no top ten dos principais problemas do nosso País, atrás da crise mas a frente da falência dos bancos (happens!).

   Eu vou admitir uma coisa e espero não arranjar problemas no futuro com isto. Eu quando tenho vontade……uso a casa de banho!! Eu sei estamos no século XXI e eu ainda uso WCs. Talvez seja culpa dos meus pais, não me educaram como deve ser. Eu devia fazer como muitas dessas pessoas que andam para ai, usar fraldas ou esperar que rebente a bexiga e fazer um transplante em cada 3 meses (não façam a conta, é um número inventado).

   Passando a parvoíce, é muito estupido esta nova mania de cobrar o uso dos WCs públicos. Eu sei que já havia antes, mas cada vez nota-se mais a sua presença no nosso dia-a-dia. Cobrar pelo direito ao saneamento básico é imoral e mais uma maneira de pôr a mão no bolso do pobre, em minha opinião deveria, inclusive, ser considerado inconstitucional. Vocês cobrariam aos vossos filhos o direito deles á alimentação? Cobrarias a vida alguém?

A tua necessidade é o meu sustento...


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Os sapatos do Povo!



   Há uma coisa que não percebo, que história é esta dos sapatos? Mas será que não havia nada melhor para exportar do nosso país, sem serem os sapatos? Até consigo compreender certas perspectivas: mais trabalho, mais dinheiro, mais…esperem não consigo encontrar mais nada. 

   Bem talvez seja melhor eu explicar o meu ponto de vista, antes que seja mal interpretada. Ora, o nosso país tem muitos produtos de boa qualidade, desde vinhos, a frutos e toda uma variedade de produtos agrícolas de grande qualidade. 
Existem campos que poderiam ser explorados, até porque na verdade temos territórios muito férteis. A nossa situação não é nada bonita, um Hitler feminino que manda em nós, políticos que na verdade até poderão ter boas teorias, mas neste momento não podem ser postas em prática. Cortam em tudo enquanto eles continuam a ganhar o mesmo, mas dizem eles que é para melhorar as finanças do Estado (ainda hoje me tenho a inocência de me perguntar para onde vai todo esse dinheiro), fartam-se de enviar cortiça para entrar mais dinheiro e depois, esta questão dos sapatos, que não servem de nada, porque deles o lucro é quase nulo. 
Fazem mil e uma publicidades em torno dos sapatos portugueses, gastam balúrdios em anúncios publicitários quando, na realidade, esses sapatos “made in Portugal” não estão ao alcance das carteiras da maior partes das nossas “classes”.
Bem, o que quero mesmo frisar é que, os sapatos não nos vão tirar do buraco, desenganem-se, essa não é a “galinha dos ovos de ouro”. Não sei se haverá já alguma desposta a dar ovos de ouro por nós, mas no entanto existem outras fontes de lucro com outro tipo de exportações, seria caso para dizer “porque não vão plantar batatas?”

Cada vez me sinto mais indignada quando vejo este belo slogan:

investimento,

Uma coisa posso garantir, não são os sapatos que me fazem sobreviver!


Artigo escrito por M&M (convidado)


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Centro da Estupidez







Boa tarde amigos,

Não é que o Barbas esta semana foi ao centro de emprego? Não sei quanto ao centro de emprego da vossa zona, mas o meu parece um poço de tristeza e raiva. A organização lá é uma coisa ridícula, o local parece um labirinto de corredores e as pessoas são tudo menos simpáticas; nem comento o local onde está inserido. Uma coisa muito peculiar que fiquei saber quanto ao meu centro de emprego é que o “departamento” das formações (não se recebe dinheiro) têm uma sala específica mas o “departamento” de estágios (pagam-te para estagiares) não existe, tive de falar com uma responsável via telefónica lá no centro. Deprimente, eu sei, o centro de emprego tem um programa onde paga tudo ao estagiário e a empresa apenas tem de lhe dar a oportunidade de estagiar lá, mas por alguma razão não se fala disso, porque será? E para usufruírem a deste programa têm de dizer a empresa que querem estagiar e que este programa existe, simples não é (Ironia)?

Esta semana decidi ir lá para saber mais informações sobre aquilo que hoje é dia é muito popular fazer, Formações Modulares. Para quem tem formações 12º para cima é mais uma perda de tempo que o nosso estado oferece, para quem tem formações inferiores ainda posso acreditar que pode dar jeito. Mas sabendo como funciona o recrutamento atual por parte das empresas não me parece mais que uma perda de tempo e um balançar de estatística. Fiz questão de perguntar no meu centro de emprego que tipo de creditação essas formações atribuem (palavreado educado), a cara da pessoa com quem falei disse tudo. O senhor olhou para mim com um espanto – olhos bem abertos, uma expressão de confusão na cara e um tom de voz atrapalhado – provavelmente pensou que eu seria algum mal formado, disse “Não estou a perceber a sua pergunta! No final das formações dão lhe um certificado”. Tive de fazer um esforço para conter o riso, até perguntei se tirasse alguma das formações se eu podia ser considerado apto a realizar o que tirasse, o senhor atrapalhado disse não era bem assim. O engraçado é que eu fui para tirar dúvidas e fazer perguntas, e a pessoa responsável por dar informações sobre essas formações só me dizia o nome das formações e perguntava se estava interessado.  

Façam me um favor e sempre que forem ao centro de emprego perguntem, reclamem e contra argumentem, defendam os vossos direitos porque os centros de emprego atualmente servem como estações de comboios, é só despachar pessoas. Não acreditem em tudo que a estatística diz, é muito fácil viciar dados.