segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Praxes: Assassinos NON-STOP & FOREVER pelos mídia


Ao que parece em dezembro de 2013 houve uns dilemas retratados pelos mídia que envolviam trajados. Ora, se estão trajados, é OBVIOOOOOO que tal acontecimento se deveu à praxe. Mas o que  gostava de vos falar é da praxe pós-Meco.
No ano letivo aquando decorreu este mistério, eu era caloira. E posso dizer-vos que adorei ser caloira. Pelo menos, até ao Meco. Nós tínhamos atividades giras, fomos para a rua dar abraços às pessoas, fazíamos guerras de balões de águas, e muitos outros tipos de jogos. De uma praxe de 5h, 4 horas eram na macacada em jogos, 30 minutos a ser pintados com batons, verniz, pinturas faciais e a colocar adereços fornecidos pelas doutoras, e a restante meia hora era dividida entre 20 para acertar na vénia e nos nomes de todas as Doutoras e 10 para fazer uns pulos de galo, flexões, por a vénia não ter sido à primeira ou porque simplesmente, caloiro é união.
Depois do Meco não pudemos sair à rua. Enquanto o país estava aterrorizado pelas praxes, quem tinha o verdadeiro medo eram os trajados que saiam à rua, pois sem terem qualquer culpa ou envolvimento direto no que aconteceu no Meco eram ameaçados e chamados de assassinos diariamente. Andar de transporte públicos já não é muito seguro, imaginemos trajado e com a alcunha de assassino... Tudo foi ficando mais amenizado com o passar do tempo, mas nada voltou ao que era. Claro que há praxes mal feitas! Não defendo todas as praxes, como é óbvio, e zelo cada dia pela integridade de todos os que me rodeiam sejam eles quem forem e a sua hierarquia, e é certo que há abusos, sempre houve e sempre haverá, e é nosso dever travar essas praxes mal feitas e defender aquilo que é para nós ,comunidade praxante, a integração, a praxe e todos os valores incutidos no traje académico passado por superiores ou doutores.
No final do ano letivo passado a Comissão de Praxe da minha faculdade teve uma reunião com a Diretora da escola por causa do assunto praxes. A senhora já era anti praxe, e embora as praxes na ESELx em nada tenham a ver com as praxes nas noutras faculdades, a senhora sentiu que estava a ser "ameaçada" porque estavam a ligar a escola dela a atividades de praxe. Praxe tem uma má conotação, logo o acordo feito com a senhora foi o de já não lhe chamamos praxe, mas sim Integração Académica.
Este ano sou Doutora. Já tenho uma turma de caloirinhas, e um caloirinho, para praxar e a quem quero passar valores que aprendi ao longo do meu ano de caloira, em conjunto com as minhas colegas. A nossa preocupação com os caloiros é extrema e até tivemos pais na praxe, a assistirem e participarem, para terem a certeza que os seus filhos não corriam riscos. Por acaso, não sinto que as caloiras cheguem lá com medo, porque acredito que elas percebam que os mídia atiram montes de areia para os nossos olhos. Já os pais e avós dos respetivos estão reticentes, chegando a proibir os caloiros da participação nestas atividades.
Tal como era em caloira, e agora como doutora, continuo a ter os meus pais. A minha mãe fica doente cada vez que ouve a palavra Meco. As minhas avós cada vez que me telefonam ou me vêm dizem para não me meter nisso, para não fazermos praxes más, para isto e para aquilo. E eu desde o inicio do meu tempo de caloira que defendo a praxe praticada na ESELx por em nada ser igual à de muitas das outras faculdades em que se pratica a má praxe.
Agora as pessoas nos transportes ficam sempre a olhar para nós, os trajados, os "praxistas", os bestas, os maus, os ASSASINOS. Olham de alto a baixo, e novamente, e novamente, e põem um ar de nojo na cara sempre que nos olham. Sentem-se desconfortáveis perto de nós,afastando-se nos transportes públicos e em muitos outro locais frequentemente frequentados pela população ativa da sociedade portuguesa.

Eu sei, e concordo, que os trajados e trajadas são sexys, mas disfarcem o olhar e não exprimam olhares de quem quer aniquilar.

domingo, 24 de agosto de 2014

Ausência de Politica Portuguesa



Boa tarde a todos,

   Engraçado, encontro-me neste momento na bela cidade de Saint Tropez, em França, e como português preocupado que sou, só me passa pela cabeça saber como está o meu belo País. Não me interpretem mal, eu tenho a certeza que continua a ser chefiada por brilhantes cabeças como Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Paulo Portas (LOL*), Maria Luís Albuquerque e outros gajos que trabalham nos bastidores. Mas fico preocupado, é o meu país, ora bolas. Viu-me nascer e, bem, contribuiu com cenas que supostamente ele faz por todas as famílias (?). «A que se deve a minha preocupação?» perguntam vocês. A minha preocupação deve-se ao fato do Benfica ter ganho o jogo inaugural da 1ª Liga Portuguesa, algo que lhe escava a nove anos. E isso fez-me pensar, «se o Benfica consegue fazer este feito no preciso ano em que eu decido viajar para fora do país, pela primeira vez, pergunto me o que decidirá fazer Passos Coelho para quebrar, igualmente, a tradição desta última década?». Até vou mais longe na minha preocupação, e se chego a casa e o Portas é primeiro-ministro? Vá, acho que estou a começar a entrar em pânico sem motivo, estou a esquecer-me que só políticos inteligentes, inovadores e apaixonados pelo povo é que podem ser eleitos, uffa! Se bem que o Sócrates chegou a ser reeleito primeiro-ministro, portanto talvez até me deva preocupar um pedaço.

   Sabem, quando sai de Portugal, estava a realizar-se uma manifestação de enfermeiros, onde estes reivindicavam melhores condições de trabalho e mais pessoal para fazerem frente ao constante sangramento de enfermeiros, por parte dos hospitais. Partindo do mesmo exemplo do Benfica, talvez quando chegar a casa haja uma manifestação de enfermeiros e exigir que ponham enfermeiros na rua, ou sei lá, exigirem a diminuição do número de vagas em enfermagem, tendo em conta de Portugal não é «Brasiu, cara». Será que houve uma segunda fase para os professores que chumbaram nos exames? - o autocorret do word disse me que a frase era estranha, eu respondi-lhe «pois». Pessoalmente, espero que haja, há professores que merecem uma segunda tentativa, depois de fazerem os exames da faculdade e terem o diploma de curso, claro. Quando chegar terei de ver se o Banco Bom e o Banco Mau já fizeram as pazes, é pena terem-se chateado por causa de dinheiro, formavam um par engraçado e animado, fazer desaparecer dinheiro não é para todos.

   É de salientar que estou a uma semana fora, e só este bocado de ideias passou me pela cabeça, agora imaginem imigrantes que têm entes queridos em Portugal. Isto só revela a falta confiança que a nossa política transmite. 


*desculpem não resisti ao uso do tão conhecido «Lots Of Laughts»




sábado, 9 de agosto de 2014

«Só de Fino» - BES na hora de dormir



BES,


Boa tarde a todos,

   O «Só de Fino» será uma rubrica de minha autoria e será uma espécie de Lusco-Fusco, 5 a 7 linhas de critica cómica e pesada.

   Vamos começar com a rubrica?

   Que cena estúpida é esta do Bom Banco e do Banco Mau? Esta gente deve gostar de beber Jack Daniel's com sopas de cavalo cansado no inicio da manhã. Provavelmente é a maneira mais «fofinha» que encontraram para dizer que o BES estava curado da podridão sofria, ou então alguém teve a ver o episódio do Dragon Ball, onde o Todo-Poderoso liberta o seu lado mau (Satã), e pensou "hum, se as crianças acreditam nisto povo estúpido também irá". O episódio até é engraçado, mas se todos pudéssemos fazer isto não haveria tanta chatices com as religiões. Isto do Bom e do Mau parece uma história para adormecer crianças, mas neste caso as crianças são os clientes do BES, " Vá vá vá, ta tudo bem, o lobo mau já foi".



sexta-feira, 18 de julho de 2014

B(PN)ES





Boa tarde a todos,

   Caso ainda não tenham reparado, mas o assunto dos últimos dias tem sido a crise no BES. Até acredito que não tenham reparado, este assunto até nem ocupa grande parte do tempo televisivo dos telejornais nacionais. É engraçado ver as terminologias que muitos jornalistas, economistas ou apenas tipos que percebem do assunto [todos percebemos um pouco] usam para descrever esta aparente crise do Banco Espírito Santo, que pelos vistos não é nada de especial e que não causará as mesmas «chatices» que o BPN causou. UFFA!! Bem, então porque razão estou a falar do “caso” BES? Muito simples, é de conhecimento geral que aprender com os erros do passado torna-nos mais fortes, mas por alguma razão «casos» envolvendo bancos portugueses tendem acontecer. Não deixa de ser peculiar que desde que entrámos no ano 2000, este é o terceiro caso envolvendo um banco português. Será que todos os portugueses na transição de 31 Dezembro para 1 de Janeiro, no momento de comer as 12 passas, pediram “ quero um carro novo, uma namorada, muito dinheiro, muito sucesso, passar naquele exame de matemática do professor Gil, muita crise e que todos os bancos portugueses entrem em falência!”. Hmm, talvez menos champanhe para estas pessoas seria aconselhável.

   Nestes últimos 3-4 anos estivemos [ou estamos?!] mergulhados numa profunda crise económica, que nos obrigou pedir um «pequeno» empréstimo parcelar aos nossos vizinhos, para pagar um truque de magia do banco BPN. Truque de magia?, um buraco qualquer de meia dúzia de milhões, coisa pequena, devem ter aprendido a fazer desaparecer dinheiro, o problema é que não viram como se faz reaparecer. Acontece! Como meninos crescidos como são o estado português e, vá, os representantes do BES, deveriam estar sempre atentos a estes acontecimentos e pensar “ bem, não vamos deixar que os outros bancos tenham problemas destes”. Pois, cheira-me que usar cábulas não é muito bom, nem muito menos aquele telemóvelzinho ali escondido no bolso. Se estes senhores tivessem perdido mais tempo a estudar e menos tempo a fazer cábulas ou assinar papéis para equivalências, talvez não houvesse tantos «casos».

   Não vou abordar temáticas muito técnicas, pois não tenho qualquer tipo de formação a nível de gestão, economia ou afins, quero apenas dar-vos uma perspectiva de um leigo que vê todos os dias estas histórias no telejornal e que luta para perceber a razão pela qual estes casos estão sempre acontecer e que ninguém percebeu que há alguma coisa que não está a ser bem feita. Não sei, digo eu.

   Já agora aproveito e menciono a estupidez que é a instabilidade que organizações como a Moody's causam a empresas e a Países. Sempre que há um problema ou a possível previsão de que algo possa vir a correr mal, estas organizações tentam ajudar. Como?, baixam os rankings dessas empresas ou dos países. Genial, hein? Se formos a ver a Moody´s nunca se enganou, certo? Acho que houve um problema qualquer com bancos irlandeses que tinham ranking A e que faliram, mas de certeza que não foi por culpa da Moody´s. Vá, vá todos se enganam, aposto que eles têm razão e o nosso país é mesmo «Lixo». Eu até considero que deveria haver empresas de ranking de pessoas, seria muito interessante! Imaginem que Moody´s dava o ranking de «Lixo» ao Paulo Portas [incorretamente claro], no momento das eleições a pessoas que vão votar no CDS-PP, pensam “ espera, este Portas não presta, ainda compra mais submarinos, vou mas é votar no …”. Seria engraçado, certo? Até poderia trazer algo de positivo para o país. Talvez, mas seria ofensivo para um senhor que estudou e trabalhou muito [?] durante anos.

   Em jeito de suma, se uma empresa está com problemas não vamos «atirar mais achas para a fogueira», pois existe lá pessoas inocentes e que precisam de trabalhar. Pensem menos em dinheiro e mais nas pessoas. Já agora se há bancos a falirem num país, num período inferior 10-20 anos, talvez haja algo de errado com área em questão, talvez.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

V(%IVA) a carta de condução


Boa noite,

Hoje decidi ser uma pessoa extremamente informada e ir explorar o site do DN e as suas notícias mais recentes. Ora, estas explorações que eu tendo a fazer nunca são boas por várias razões:

1.Fico fascinada com os descobrimentos e notícias na área das ciências;
2.Fico chocada com notícias estúpidas ou por demais óbvias;
3.Mortes, mortes everywhere!

Desta vez fiquei parva ao aperceber-me quão estúpido este país é. Li uma notícia cujo nome é “Escolas de condução em protesto” publicada no dia 2 de Julho de 2014 em http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4003749. Esta notícia fala de um protesto que as escolas de condução fizeram neste dia e focavam-se especialmente no preço da carta e da criação de um preço mínimo para este serviço de ensino, a suspensão dos cursos para instrutores devido à saturação destes e à defensão que o IVA no sector deveria baixar.

Aposto que muitos de vocês não sabem mas o IVA aplicado para o ensino e obtenção da carta de condução é de 23%. E vocês dizem “E então? Qual é o dilema? Há muitos produtos e serviços por aí com 23% de IVA!”. Bem, a minha resposta a essa vossa constatação não podia ser mais óbvia. Sim é verdade, há muita coisa por aí com 23% de IVA e, se pensarmos bem, tirar a carta não é essencial nem fundamental para a nossa vida. Têm toda a razão! Podemos usar o comboio, autocarro, bicicleta, triciclo e até o metro (que o Barbas já referiu ser um transporte público bastante radical e com “aquecimento interno”).

O problema aqui é o resto da notícia, em que há uma comparação do IVA praticado no ensino do surf ou da equitação, que é de apenas 6%. Vejamos, para andar de carro que é uma coisa que NUNCA precisamos levamos com 23% de IVA e, para algo essencial como fazer surf no mar ou sentar o rabo num cavalo que fazemos TODOS OS DIAS DO RESTO DA NOSSA VIDA, toma lá 6% de IVA. A vida é boa e está tudo certo! O que precisamos mais é mais acessível do que o que é tomado como um desporto ou hobbie

Mas, esperam lá! Quantos de vocês precisam de andar de cavalo ou numa prancha de surf diariamente para ir para os vossos trabalhos? Ups! Costumam usar um carro? Então significa que todos nós pagamos mais por um ensino (com o qual sobrevivemos ser) mais necessário do que quem pratica estes desportos/hobbies/coisas de meninos ricos. AHHH já percebi! No ensino da condução são praticados os 23% de IVA porque podemos querer que a Fórmula 1 seja o nosso hobbie de eleição!

Não sei quanto a vocês, mas eu vou pedir o dinheiro da carta de condução de volta, vou ter aulas de equitação e de surf para depois comprar um cavalo e uma prancha e começar a ir desta forma para a faculdade. Se virem alguém no IC19 no sentido de Lisboa a cavalo, ou numa prancha de surf, sou eu! Há que aproveitar o IVA ser baixo nestes sectores de ensino essenciais e explorar estes meios de transporte ao máximo.

Com isto não digo que o IVA no ensino da condução devesse diminuir, tornando-o banal, pois não é um bem necessário embora seja uma mais valia no nosso futuro, ao contrário de aulas de surf e equitação que em principio não serão uma mais valia no nosso futuro e, embora sejam desporto, são um luxo porque desporto pode ser feito indo correr para a rua. Sendo os dois um luxo que conseguimos viver sem, porque não terem ambos 23%? Se formos a ver ginásios são desporto, equitação e surf são desporto, e enquanto o ginásio tem 23% de IVA os outros dois têm 6% de IVA. Para não variar há incoerência por parte dos nossos governantes.


Jovens, sejam inteligentes e “tirem a carta” de cavalo ou de uma prancha de surf porque a vida está cara e, aparentemente, surf e equitação são mais importantes que saber conduzir um carro.


Decadência televisiva

Televisão,

Boa tarde a todos,

O post que todos esperavam, há muito tempo, acabou de sair. Hoje vou falar da televisão portuguesa. “Sempre polémico este Barbas!” Eu sei, e não há nada mais polémico que a novelação e velherização da televisão nacional. E sei também que corro perigo de vida por falar destes assuntos, mas não se preocupem a minha teimosia e determinação é tal, que sou capaz de cortar diamantes com os abdominais. Não vou falar de canais televisivos, pois não quero deixar essas instituições tristes e a pensar que eu não gosto delas (Coitadinhas das princesas!), visto que cada programa é feito a pensar em mim e na minha felicidade. Mas, como qualquer relação, esta ligação amorosa tinha de se romper algum dia.

Aposto que muitos de vocês ainda se lembram da época em que: 

1. De manhã davam cartoons e séries infantis (ex: Power Rangers);

2. À tarde davam cartoons (durante a semana), uma ou outra novela (durante a semana, depois das noticias), pequenos programas de velhas (durante a semana e eram curtos), séries estrangeiras, programas para rir (ex: Alguns com a Marina Mota, ainda se lembram dela?) e ainda passavam filmes (durante o fim de semana);

3. A noite era espaço de uma novela (às vezes duas), programas para rir (ex: Malucos do Riso, Camilo, Batanetes), filmes;

Alguns, mais jovens que eu, não devem saber do que estou a falar, provavelmente devem achar que sou louco ou que sou um ganda cota. Calma pessoal, eu tenho apenas 23 anos (quase 24), não sou assim tão velho quanto isso. Mas sim, houve um tempo onde a programação dos 4 canais tinha qualidade e abrangia uma larga variedade de faixas etárias. Quem se lembra do “Walker, o Ranger do Texas”? “Knight Rider”? Estou a falar chinês? Perguntem aos vossos pais. Antigamente, ter os 4 canais era o suficiente para ter um dia bem passado em casa, sendo que ter mais canais já era considerado um luxo. Pessoalmente, cresci a ver os Power Rangers, aqueles onde o Ranger verde era um “badass” fortíssimo e não apenas mais um; ou o Dragon Ball, onde um miúdo dava um excerto de porrada a tipos com o triplo da idade (pequena curiosidade, não sei se já repararam, mas o Goku nunca venceu o seu mestre, a Tartaruga Genial). Posso dizer que tenho muitas boas memórias de serões bem passados a ver os 4 canais portugueses.

Atualmente, os programas são:


  1. Das 6 ou 7 da manhã até as 10h - notícias;
  2. Das 10 às 13h - programas para velhas e donas de casa, a falar de moda, comida, quem anda a “comer” quem, mortes;
  3. Das 13 às 14h, mais notícias – política, política, política, futebol, Ronaldo, política
  4. Das 14 às 20h – novelas ou programas para velhos ou donas de casa (sim, mais) 
  5. Das 20h às 21 ou 21h30 - noticias sobre os mesmos assuntos

6. O resto da noite – novelas, novelas, novelas, series e filmes a horas que só os morcegos ou vampiros estão acordados, programas musicais iguais entre si (piada, num país onde a música mais popular é a musica pimba, o rap “di street” e o Kizomba prevalecem), programas de louvor ao degredo (badalhocas, dushbags e sexo)

A televisão sofre evolução para melhor, obviamente. Se quiserem ver atos de sexo ou ouvir conversas de sexo, não precisam de gastar dinheiro nos famosos canais XXX, metam no Big Brother, Casa dos Segredos ou num determinado Você na TV. Qualquer dúvida quanto a posições sexuais ou maneiras de melhorar a sua vida sexual estes programas esclarecem na hora. É engraçado que sempre que passo pelo programa da Casa dos Segredos (tenho um comando oldfashion), vejo tipos musculados e gajas no cio a sentirem “sentimentos” e a praticara à pancada entre eles, como se tivesse aberto a época de reprodução. 

Preciso de falar da música pimba dos velhos? Acho que com letras como “Bonito bonito são os tomates a bater no pito” ou “ eu levo no pacote prá gosto do meu amor” não precisão de explicação: o ridículo que é estar sentado ao pé de filhos/netos ou pais a ouvir e a dançar isto. Os portugueses têm uma estranha fixação com o sexo e com a verbalização de atos sexuais, mas isto será assunto para outro post.

Eu vou enumerar possíveis razões para esta decadência:


  1. População envelhecida, o Passos anda a exportar jovens, portanto com cada vez menos gente nova a ver televisão, tem que se pescar a outros rios; 
  2. Miúdos que em vez de estudarem para terem futuro, passam a vida na rua a fumar charros e a procura de gajos (as) para a prática do coito (outra vez a obsessão pelo sexo);
  3. A nova moda que diz “a vida é para viver ao máximo porque podemos morrer a qualquer momento”. Se passam o dia todo fora de casa na dita “curtição”, obviamente que não vêm televisão;
  4. Dinheiro e dinheiro, aqueles concursos das chamadas do 60 cêntimos mais IVA dá muito dinheirinho e, entretanto, toca a espetar 15 minutos de intervalos para venderem porcaria. Lembram-se de antigamente passarem muitas publicidades de brinquedos? Diminuiu muito a quantidade ao longo dos anos não foi?;
  5. Assistências, com os velhotes e as donas de casa sempre com olhos na televisão a ver programas interessantes como a “Casa dos Segredos” (também falarei disto noutro post), os views de cada canal sobem a pique; 
  6. Crise, com os portugueses a trabalharem 8 horas todos os dias, que tempo tem eles para ver televisão?; 
  7. Internet, dá para ver muita coisa pela internet, o que claro causa também problemas;


A televisão hoje em dia é feita para atrair atenção dos reformados e dos donos de casa, pois são os que passam mais tempo entre 4 paredes.

A nossa televisão tem sofrido um processo de generalização, ou seja, em vez de apostarmos em novas ideias, que possam chamar atenção de um grupo mais vasto de pessoas, optamos por lançar toneladas de novelas (todas iguais), falar exaustivamente de futebol, prelecionar opiniões politicas e copiar reality shows estrangeiros. E, mesmo assim, as escolhas deste último recaem sobre programas ridículos, onde há a hipervalorização de ”machos alfas” e de “fêmeas excitadas”, uma espécie de National Geographic humana. Tem piada, para um povo de muita alegria e simpatia, os programas de comédia passam apenas por um membro isolado dos Gato Fedorento – Ricardo Sobrevalorizado Araújo Pereira -, o canal Q (pago) e o Cinco para a Meia-noite que dá a horas indecentes. Para um país a passar um mal bocado deveria haver programas de comédia, que, já agora, ajudam a desenvolver o intelecto, mas isso já são pormenores sem importância. 

Sem uma televisão de qualidade não a há formação de bons cidadãos, com imaginação, alegria e com capacidade de debaterem diferentes assuntos. Já agora, chega de notícias do Ronaldo, chega! Ele, em título, é considerado o “Melhor Jogador do Mundo”, não é “Deus” ou “Buda”, portanto acalmem o orgulho português. Para terminar, é engraçado naqueles concursos de chamada, o dinheiro sair quase sempre para a zona norte ou o montante limite sair sempre no último dia.



Televisão,

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Finalistas para a vida

Educação,


   Se nasceste nos anos 90 (é melhor jogar pelo seguro), anos 80, foste finalista muito poucas vezes, considera-te um freak porque eu também o sou!

Procurando a definição de finalista no dicionário online Priberam, encontramos os seguintes resultados:

“1. Que ou quem é sectário da finalidade ou admite a existência de uma causa final.

2. Que ou quem frequenta o último ano de qualquer curso.

3. [Desporto] Que ou quem num campeonato consegue classificar-se até chegar às provas finais.”

   Olhando para esta definição e para o atual sistema de ensino, concluo que apenas tirando um curso superior ou um curso específico (profissional/técnico com equivalência a 9º ou 12 ano e humanístico de 12º ano) é que devemos ser considerados finalistas. Cruzando com a minha opinião pessoal sobre este termo, finalistas são pessoas que conseguem prosseguir a sua vida para o mundo do trabalho, sem estar dependentes de mais estudos, ou seja, tendo terminado os estudos obrigatórios ou facultativos.

   Ora, na sociedade de hoje não é, de todo, isto que está a acontecer. As crianças do Pré-Escolar já são consideradas finalistas. A minha grande dúvida é: o que é que as crianças de 5/6 anos têm para ser finalistas? Conseguiram superar o mundo das brincadeiras pedagógicas de modo a poderem prosseguir para o 1º ano? Sem dúvida que conseguiram, mas apelidar crianças desta idade de “finalistas” apenas torna o termo banal, pois todos os períodos de escolaridade têm um fim. Esta banalização apenas fará com que as crianças, e mais tarde adolescentes, se tornem finalistas por várias vezes passando de Pré- Escolar para 1ºCiclo do Ensino Básico temos finalistas, de 1ºCiclo para 2ºCiclo do Ensino Básico temos finalistas, de 3ºCiclo do Ensino Básico para o Ensino Secundário temos finalistas. Terminando o ensino secundário (obrigatório) temos aí os verdadeiros finalistas!

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   Ser finalista é o início de um mundo de novas oportunidades: Oportunidade de estudar por vontade própria ou de seguir para o mundo do trabalho. Bem, se refletirmos um pouco mais sobre a ida para o mundo de trabalho podemos esperar mais cursos gentilmente propostos pelos centros de emprego, ou uns bons aninhos em busca de uma agulha no palheiro, se se for criterioso com a área. 

   Se pensarmos bem, em tempos já fez sentido haver mais finalistas que não os do 12º ano, Secundário ou Curso Superior. Fazia todo o sentido haver finalistas no quarto ano (mais conhecida na altura como quarta classe), quando a escolaridade obrigatória era o quarto ano. Também fazia sentido serem finalistas os jovens 
do 9º ano, quando esta era escolaridade obrigatória. Mas a escolaridade obrigatória hoje em dia é o 12º ano e só ai haverá oportunidades para além da escola, pois foi finalizado (ai está, foi finalizado logo temos finalistas) um curso. 

   Será que faz sentido as gerações a partir de 2000 serem finalistas três ou mais vezes antes de serem realmente finalistas? 

   Ingressar no ensino superior é uma opção (para quem tem possibilidade de financiar as universidades e politécnicos espalhadas pelo país) que nos leva novamente ao fim de um curso. Desta vez um curso específico, numa área em particular, onde se quer trabalhar o resto da vida. Aí há símbolos de final de curso, de um fim que não vai mais existir nunca, da última vez que se será finalista. Temos um traje, uma capa, uma pasta, fitas, cartolas, bengalas entre outras insígnias de finalista dependendo de faculdade. 

   A palavra e o sentido de finalista estão a tornar-se tão banais que temos crianças com capas, emblemas, chapéus e bengalas a serem finalistas do Pré-Escolar ou do 1ºCiclo, segurando na pasta com as fitas assinadas pelos seus colegas. No entanto, ser “finalista” no fim destes períodos de escolaridade nada significa, a não ser muitas fotografias tiradas pelos familiares e a recordação dos seus filhos que foram finalistas quase tantas vezes quantos anos de estudo têm.

Artigo escrito por Iron foxx (convidada)